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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Aula de Português


Filho da puta é adjunto adnominal (ou paronomástico), se for “conheci um juiz filho da puta”.

Se for "o juiz é um filho da puta", daí é predicativo.
.Agora, se for "esse filho da puta é um juiz", daí é sujeito.
.Porém, se o cara aponta uma arma para a testa do juiz e diz:
"Agora nega a liminar, filho da puta!" - daí é vocativo.
.Finalmente, se for: "O ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, aquele filho da puta, desviou o dinheiro da obra pública tal" - daí é aposto.
.Que língua, a nossa, não?


Dúvidas e comentários:


Vem cá, e se mandar o juiz filha da puta tomar no cu?

Apesar dos palavrões, a única coisa obscena e ofensiva aos leitores na postagem é a imagem.

O texto tem um falha. e abre uma brecha para o autor e o divulgador seja processado.
Mas como O presidente do STF sabe que ele mesmo nao é um filho da puta, ele não fará nada.
mas se ele tivesse desviado algum na construção de algum tribunal já não sei. Vai que ele interpretou mal a ambigüidade do texto.

Nunca foi tão fácil aprender português!

O cara da foto não é juiz, ele "está" juiz. Não passa de um bate-pau do FHC, bomba de efeito retardado que o Boca-de-Sovaco deixou lá pra nos atazanar por muitos "hânus".

E se substituirmos a palavra "juiz", em todos os exemplos, por "bandeirinha" - a regra continua valendo?

Esse é o tal do juiz que todos consideramos indigno de ser chamado de juiz! É mais correto chamá-lo de facilitador, este é o adjetivo que cai muito bem nesse fulano, O facilitador, o que permite facilidades.

Por gentileza pegue mais leve, assim você foi extremamente grosseiro com as putas!

Na minha terra diriam: nada de vocativo, predicativo, substantivo, adjunto adnominal. O cara é filho da puta, e ponto!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Segurando a onda...

2010 entrou meio devagar para os três nobres bebuns. Quase não se encontram...
Bem, pelo menos eu - quase não encontro meu nobres colegas!
A últma vez que vi um deles (não direi-vos quem!), o pobre estava tendo sérias desavenças com sua companheira por incompatibilidade alcólica.
De minha parte, passei a escolher mais rigorosamente o que ingiro liquidamente - estou na fase de cuidados com o corpo e a mente!!!
Além do mais, o serviço de internet no Brasil é caro e ineficiente. Por isso, estou evitando downloads...
E me guardando para quando o carnaval passar...

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O país do futebol


 
 
 
 
Nesta época em que quase nada acontece de realmente importante, a mídia continua necessitando preencher seus espaços. Qualquer coisa serve, até pelada de ex-jogadores de futebol.

Leio que o Time do Zico enfrentou os Amigos do Zico, em pleno Maracanã (!). O jogo terminou em 5x5 e o ex-Galinho de Quintino foi o artilheiro, com três gols, apesar dos seus 56 anos bem vividos.

Não dá pra saber se marcou mesmo esses tentos ou deixaram que os marcasse.

Quando Garrincha, acabado e gordo, atravessava terríveis dificuldades financeiras, armaram uma partida em sua homenagem, para prover-lhe uma graninha. Foi em 1973.

O grande Mané, um dos mais desconcertantes craques que o futebol brasileiro já produziu, dava até pena. Tropeçando nas pernas, foi incapaz de fazer o gol que os zagueiros adversários facilitavam até dar na vista.

Os cariocas, que compareceram em massa para se despedir do ídolo, não viram canto do cisne, só melancólica decadência. Mesmo assim aplaudiram sem parar, como bons brasileiros cordiais.

Mas, voltemos ao Zico.

Embora acompanhasse o futebol desde menino, tive poucas oportunidades de escrever sobre meu esporte favorito no batente diário de jornalista.

Uma vez foi às vésperas do Mundial de 1990. Fiz, para revistas de variedades, uma matéria com veteranos de Copas passadas dando seus testemunhos.

O trabalho foi facilitado pela participação de dois dos entrevistados na Seleção de Masters do Luciano do Valle. Então, numa manhã de domingo, consegui falar com o Zico e o Rivelino, que estavam hospedados com a delegação no hotel Transamérica (SP).

O galinho tomava sol à beira da piscina, com seu filho de uns oito anos. Causou-me ótima impressão.

Depois de tanto entrevistar políticos, artistas, personalidades e celebridades, era uma lufada de ar fresco falar com quem não mostrava empenho em me manipular, respondia com sinceridade, não esticava o papo nem me puxava o saco.

[O mais repulsivo entrevistado com quem me deparei foi o sindicalista Antonio Rogério Magri, ainda antes que se tornasse ministro do Trabalho do Collor. Ele fizera um curso de relações públicas nos EUA e o seguia à risca. Assim que me viu, garantiu ter certeza de já nos havermos cruzado antes. Só que eu também tinha certeza... de que nunca o vira mais gordo!]

Faz muito tempo e eu só me lembro do que o Zico me contou sobre a fatídica derrota na disputa em pênaltis com a França, no Mundial anterior.

Depois de haver desperdiçado uma penalidade máxima durante a partida, ele aceitou a responsabilidade de ser um dos cinco brasileiros que decidiriam a vaga. E não negou fogo. "Tive moral para dar a volta por cima e cumprir o meu papel", comentou.

Mas, indaguei, por que a última cobrança ficou para o zagueiro Júlio César (que chutou na trave) e não para um atacante, especialista no ofício?

O Zico confessou que havia um atacante escalado, mas "pipocou na hora H". Dignamente, não quis dar nome aos bois. [Por exclusão, seria o Careca...]

O PRÍNCIPE E O PLEBEU

Quanto ao que eu conversei dessa vez com o Rivelino, esqueci completamente. Mas, a ele eu já havia entrevistado antes, para a revista Playmen (projeto fracassado de revista masculina chique feita por editora pobre). E este, sim, foi um trabalho inesquecível.

Era lá por 1980 e ele estava em férias no Brasil, depois de duas temporadas no El Helai, da Arábia Saudita. Conversamos longamente no seu posto de gasolina do Brooklin (SP).

Falou muita coisa sobre a vida naquela país exótico:
  • que podia deixar o carrão aberto e com a chave no contato, pois ninguém roubava (se o fizesse, teria as mãos decepadas...);
  • que não podia receber fitas VHS dos filmes escandalosos da época, mas os assistia... com o próprio príncipe, a quem a restrição, claro, não atingia;
  • que era uma vida das mais tediosas e, vez por outra, os jogadores brasileiros armavam uma feijoada para espairecer, com caipirinha e tudo (mas, ai deles se consumissem álcool em público!).
Saí de lá com a impressão de que ele não aguentava mais o sufocante moralismo medieval. Ainda não se decidira a atravessar o Rubicão, mas parecia um condenado pesando os prós e contras de voltar para a prisão, após o Natal com a família.

Dito e feito. Duas semanas depois, recusou-se a cumprir até o fim seu contrato.

O príncipe, altaneiro e rancoroso, não exigiu compensação financeira nem aceitou propostas de clubes brasileiros por seu passe. Decretou apenas que o Rivelino, então com 35 anos, nunca mais jogaria futebol profissionalmente.

Vai daí que só lhe acabaria restando, como tardio prêmio de consolação, a trupe do Luciano do Valle.

A MAIOR LIÇÃO DO DOUTOR

Quanto ao jogador que eu mais gostaria de haver entrevistado, nunca rolou: o Sócrates.

Tão inteligente quanto ele nos gramados, só mesmo o Johan Cruyff holandês. E eu tenho especial admiração pelos maestros que ditam o ritmo e pensam pela equipe inteira.

Além dos três títulos estaduais a que conduziu o Corinthians (em 1983, principalmente, carregou o time nas costas) e da autoria de algumas das jogadas mais belas que vi na vida, deve-se ao Sócrates a incrível iniciativa de unir o grupo para a tomada de decisões que afetavam seus interesses, contrapondo-se à obtusidade dos cartolas. A democracia corinthiana foi uma experiência belíssima.

E, nesse esporte tão distorcido pela ganância extremada que passou a imperar nas últimas décadas, até um Adriano merece ser aclamado por trocar o vil metal pela satisfação de morar no Rio de Janeiro, fevereiro e março, que continua lindo e tem um povo caloroso como nenhum.

Maior ainda foi Sócrates, que se comprometeu publicamente (meninos, eu vi!), diante de um milhão de manifestantes das diretas-já, no Vale do Anhangabaú: "Se a Emenda Dante de Oliveira for aprovada, eu recusarei a proposta da Fiorentina. Ficarei para dar minha contribuição pessoal à redemocratização do Brasil!".

Nem de longe um magnata futebolístico, ele estava disposto a abrir mão de uma grana imensa em nome de suas convicções.

Mas, parlamentares canalhas ficaram insensíveis à vontade do povo.

texto: Celso Lungaretti
postado em Náufrago da Utopia

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Editorial II

Por Rusinelson Ribas

Como temos dito, somos três pessoas que escrevem neste blog. Temos opniões divergentes entre nós, como todo grupo de amigos tem. Mas em quase tudo concordamos. A grosso modo, a maioria de nós (2/3) concorda que a grande mídia jornalística é facista e golpista; não sentimos saudade da ditadura e apoiamos as iniciativas de indenizar as famílias dos desaparecidos e torturados pela ditadura militar; apoiamos aqueles que lutaram (mesmo em arma em punho) contra os regimes facistas e sanguinários que imperaram nas décadas de 60, 70, 80... seja aqui, na Argentina ou na civilizada Europa; não concordamos com aqueles que acham os pobres culpados pela violência e criminalidade e para os quais a favela é lugar de bandido que merece morrer; não aceitamos a desculpa esfarrapada das autoridades de segurança que não conseguem acabar com a criminalidade porque a população usuária de droga contribui com o tráfico (bastava discrinalizar as drogas, legalizá-las e tratar a questão da droga como caso de saúde pública e não de justiça); podemos ser contra as cotas raciais (eu, Rusinelson, sou) mas não somos racistas e apoiamos as lutas e conquistas de todas as minorias (ou maiorias...) sejam negros, gays, ecologistas, usuários de drogas, deficientes, etc..; não concordamos que a política seja um campo de corrupção, temos esperança na democracia e na atuação política. O que nosso blog não se propõe e reproduzir as opniões tacanhas dos donos do poder (as vozes dos grandes noticiários) e seus papagaios! Não acreditamos na balela de que deva haver liberdade de expressão quando esta somente reproduz a expressão de quem tem poder (e dinheiro) para expressá-la! Isto é uma democracia, mas tentemos reproduzir aquilo que não é expressado pelos poderosos! Levantemos nossas vozes!
Escrevo este texto em resposta a um dos colaboradores (e idealizadores) deste blog. Ele escreveu um texto no qual expressa sua opnião (o que é válido) sobre Cesari Battisti. Respondi dizendo que não devemos reproduzir aquilo que grande mídia diz, pois Battisti lutou contra um governo facista e autoritário e sua luta era válida. Ele me respondeu, indignado, perguntando: "mas isso não é uma democracia?". Sim, é. Portanto, exorto os meus companheiros a partir de agora assinarem seus textos. Assim a voz terá dono.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Comida de bêbado




Como permanecer acordado no pós-banquete
Marcelo Gigliotti
Comer uma feijoada e sair ileso, bem disposto e, sobretudo, pronto para qualquer atividade, é uma verdadeira arte. Se houver exagero, o pós-feijoada pode fazer com que a gravidade exerça uma força quase que sobrenatural sobre as pálpebras, levando a um estado de sono irreversível – embora delicioso.
– Para não capotar após a feijoada, a gente recomenda uma certa moderação. Nossa receita é optar por três pedaços de carne, como lombinho, carne seca e costela e um de linguiça. E o ideal é evitar os pedaços mais gordurosos – diz Leonardo Rangel, diretor da Academia da Cachaça, onde são servidas pelo menos 300 feijoadas entre a sexta-feira e o domingo.
Uma cachaça envelhecida com limão, além de abrir o apetite, ajuda na digestão, segundo Ana Beatriz Rezende, nutricionista da Academia da Cachaça. O limão na cachacinha, por conter vitamina C, facilita o trabalho do estômago e cia e ajuda a absorção do ferro. Assim como a laranja.
– A gente recomenda que a pessoa coma meia laranja junto com a feijoada. Além da couve, que também ajuda o organismo a processar a comida, por causa das fibras vegetais – diz Leonardo.
Seguindo – conseguindo seguir – estas orientações, a feijoada certamente dará uma sensação de saciedade e prazer inigualáveis.
Mas, por precaução, é bom deixar aquela poltrona confortável ou até mesmo o sofá da sala desocupado, para pelo menos uma rápida cochilada.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Papo de bar - Editorial

Saudações, leitores!

Hoje estava eu vindo da faculdade em um ônibus refrigerado doido de vontade de mijar. Saltei do dito cujo e corri para o primeiro banheiro que pude entrar. Como tudo hoje é difícil, até encontrar um banheiro de botequim para tira água do joelho, tive que correr até o supermercado do bairro e dar aquela aliviada no banheiro do estabelecimento que, diga-se de passagem, não perde em nada para os mictórios dos pés sujos mais movimentados.
Bem, depois de aliviar a bexiga e sacudir o bilau (e lavar a mão, é claro), saí do banheiro e já estava me dirigindo para o meu doce lar quando vi os meus amigos A.E e M.I no caixa do supermercado.
Foi aquela alegria, digna de comemoração!
Fomos ao primeiro cospe-grosso que encontramos e pedimos uma gelada.
Papo vai, papo vem...
Malhamos Deus e o mundo!
Começamos pela mocréia da Uniban que virou celebridade, passamos pelo mala do Caetano Veloso, execramos a Rede Globo, a Globo Filmes, e os demais judas de plantão.
Nisso tivemos a idéia - aliás quem teve foram os meus dois amigos! - de construir um blog onde pudéssemos compartilhar com vocês todas as nossas opniões sobre a canalhice que impera no país. Prometemos não deixar pedra sobre pedra!
Então, se divirtam ou se irritem, fiquem à vontade.