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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Nada de novo no Reino da Dinamarca ou...

o blog do eu sozinho.

Entra ano sai ano, a mesma coisa! O brilho da festa mercantilista do Natal/Ano Novo é ofuscado pelas tragédias ocasionadas pelas tempestades do Verão...
Em meio ao pipocar dos fogos de Copacabana barracos e mansões deslizam por morro abaixo!
Mas, fazer o que? A Natureza busca manter o equilíbrio que o Homem insiste em alterar. Sabemos que não podemos construir nas encostas e continuamos a construir (quando não sabemos, ninguém vem nos avisar que não podemos). Não queremos construir nas encostas, no entanto, ninguém nos oferece alternativas para morarmos em lugar seguro.
Temos técnicos das mais variadas especialidades que poderiam implementar um planejamento urbano adequado, mas interesses políticos, econômicos e pragmáticos impedem esses planejamentos...
Enfim, a gente tem juízo mas não usa!
Enquanto isso, meus companheiros de blog (os outros dois patetas) continuam em silêncio e deixando eu discurssar sozinho!!!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Balanço Brasil 2009






BALANÇO BRASIL 2009

O ex-presidente FHC mandou um recado esta semana pela televisão ao Senhor
Lula da Silva para que trabalhasse mais, mentisse menos e não pensasse em
terceiro mandato. Com base em dados publicados pela imprensa, tomo a
liberdade de fazer um pequeno balanço comparativo dos oito anos do governo
FHC com os sete anos do governo LULA. Balanços comparativos são previstos na
Lei das Sociedades Anônimas (art. 176):

DADOS DO GOVERNO FHC X DADOS DO GOVERNO LULA

RISCO BRASIL
FHC - 2.700 PONTOS
LULA - 200 PONTOS

SALÁRIO MÍNIMO
FHC - 78 DÓLARES
LULA - 280 DÓLARES (janeiro 2010)

DÓLAR
FHC - R$ 3,00
LULA - R$ 1,78 (dezembro 2009)

DIVIDA FMI
FHC - Triplicou
LULA - PAGOU

INDUSTRIA NAVAL
FHC - NÃO MEXEU
LULA - RECONSTRUIU

UNIVERSIDADES NOVAS
FHC - NENHUMA
LULA - 10

EXTENSÕES UNIVERSITÁRIAS
FHC - NENHUMA
LULA - 45

ESCOLAS TÉCNICAS
FHC - NENHUMA
LULA - 214

VALORES E RESERVAS DO TESOURO NACIONAL
FHC - 185 BILHÕES DE DÓLARES NEGATIVOS
LULA - 230 bilhões de dólares

CRÉDITOS PARA O POVO - PIB
FHC - 14%
LULA - 34%

ESTRADAS DE FERRO
FHC - NENHUMA
LULA - 03 (EM ANDAMENTO)

ESTRADAS RODOVIÁRIAS
FHC - 90% DANIFICADAS
LULA - 30% RECUPERADAS

INDUSTRIA AUTOMOBILIÍSTICA
FHC - EM BAIXA 20%
LULA - EM ALTA 30%

CRISES INTERNACIONAIS
FHC - 04 ARRASANDO O PAÍS
LULA - NENHUMA PELAS RESERVAS ACUMULADAS

CÂMBIO FIXO:
FHC - ESTOURANDO O TESOURO NACIONAL
LULA - FLUTUTANTE: COM LIGEIRAS INTERVENÇÕES DO BANCO CENTRAL

TAXA DE JUROS SELIC
FHC - 27%
LULA - 8,75%

MOBILIDADE SOCIAL
FHC - 2 MILHÕES DE PESSOAS SAÍRAM DA LINHA DE POBREZA
LULA - 23 MILHÕES DE PESSOAS SAÍRAM DA LINHA DE POBREZA

EMPREGOS
FHC - 780 MIL EMPREGOS
LULA - 11 MILHÕES DE EMPREGOS

INVESTIMENTOS EM INFRAESTRURA
FHC - NENHUM
LULA - 504 BILHÕES DE REAIS PREVISTOS ATÉ 2010

POLICIA FEDERAL
FHC - 80 PRISÕES
LULA - Mais de cinco mil prisões

ROMBO NO ESTADO BRASILEIRO
FHC - 30 BILHÕES (ou mais) NAS PRIVATIZAÇÕES
LULA - Nenhum

MERCADO INTERNACIONAL
FHC - SEM CRÉDITO PARA COMPRAR UMA CAIXA DE FÓSFORO
LULA - INVESTIMENT GREAT

ECONOMIA INTERNA
FHC - ESTAGNAÇÃO TOTAL COM DESINFLAÇÃO INERCIAL
LULA - INCLUSÃO DE CONSUMIDORES E SURGIMENTO DE INVESTIDORES

REFORMAS POLITICA, ADMINISTRATIVA, TRIBUTÁRIA
FHC - NENHUMA
LULA - NENHUMA

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Enquanto isso, no DEM...

Enquanto Arruda e sua corja roubam descaradamente em Brasília, a imprensa golpista tenta desviar a atenção para uma falsa notícia envolvendo o presidente Lula em um crime sexual. Sem provas, eles baseiam a acusação no depoimento de um "menino" (a vítima) sem apurar nada.
É incrível! Isso só mostra o que vem por aí na campanha do ano que vem. Baixaria não vai faltar!

Intrigueiros sem vergonha!

O folheiro, Benjamin, Dreyfus e a Cadeia

por Mauro Carrara


Muita gente inocente dormiu na cadeia. Uma dela foi o capitão Alfred Dreyfus.

Em 1894, o jovem oficial da artilharia francesa foi condenado à prisão perpétua. O motivo: a suposta revelação de segredos militares aos alemães.

Dreyfus era inocente. Dois anos depois, comprovou-se que o culpado era Ferdinand Esterhazy, um major do exército francês.

Mas Dreyfus continuou detido. Foi acusado novamente, com base em falsos documentos produzidos por um oficial da contra-inteligência, Hubert-Joseph Henry.

A campanha de calúnia tinha como um de seus principais líderes um jornalista, Edouard Drumont, publisher do La Libre Parole, uma publicação claramente identificada com o anti-semitismo.

Dreyfus contou, sobretudo, com a defesa apaixonada de Émile Zola, cujo artigo "J'accuse", no L'Aurore, foi fundamental para colocar às claras a farsa oficial reacionária.

Em 1906, depois de longa luta, Dreyfus foi reabilitado. Jamais foi indenizado pelos anos na cadeia.

Muitos criminosos, entretanto, jamais passaram perto do cárcere.

É o caso, por exemplo, do proprietário de jornal que, em São Paulo, colaborava com os torturadores e assassinos empregados pelo Regime Militar.

Esse elemento nunca dormiu num banco de concreto atrás das grades, nunca comeu feijão estragado, tampouco tomou sofreu em sessões de eletrochoque.

Impune, pôde educar seu herdeiro para a iniquidade.

Criou um lagarto de rasteiro caráter, invejoso e fraco, capaz de valer-se da calúnia e da difamação para atingir seus objetivos.

Esse dublê de jornalista, falso intelectual, despreza a lei e escarra nos mais básicos códigos de civilidade.

A acusação a Lula no episódio "estupro" agrega mais uma nódoa à ficha do empresário canalha da desinformação. O interesse? Derrubar a candidatura daquela que rotularam de terrorista.

A imprensa paulistana poderia citar oito verdades, ou não, por elegância:

- que o tal Benjamin não merece a confiança dos próprios parentes, tido como vil, traiçoeiro e dado a mentir por capricho;

- que o próprio publisher golpista assediava jovens rapagões no ambiente profissional;

- que a companheira ocasional do tal o ridicularizava entre as mesas da redação, apontando nele a psicopatia violenta e a ausência da virilidade;

- que a malta reacionária de "Óia" pratica todo tipo de perversão, a exemplo do capo que se diverte excentricamente nos hotéis engordurados do Centro paulista, e que carrega o trauma de um largo pepino resistente;

- que o augustíssimo articulista de "Óia", tão interessado no elogio a Benjamin, imita a Arno e aspira o pó nos banheiros das redações que dirige;

- que o major tucano carateca do golpe é o mesmo que aprecia "carnes novas" e livrou seu comparsa amazonense da CPI da Exploração do Menor;

- que um ex-presidente da República esconde seus rebentos por aí, em esquemas pagos pelos barões da mídia monopolista;

- que o tal repórter do niuiorquitaimes brincava lascivamente com jovens índias na Amazônia.

O fim de novembro poderia brindar o país com celas frias para quem realmente merece.

Uma sombria para o Edouard Drumont da Barão de Limeira, por exemplo.

Outra imperial ao canalha ressentido e desqualificado. Pois se dá a Cesar o que é de Cesar.

Mas o que esperar da suprema justiça? Lá no alto, pois, vale mais o mimo dantesco.

E o honesto Dreyfus, aqui, continuaria detido pelo resto da vida.



Publicado em: Boca no Trombone 2

Fonte: Vi o Mundo

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O Eixo do Mal passou...



A visita do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil virou mais um motivo de ataques ao governo. Como receber um chefe de Estado que nega o holocausto e tem seu programa nuclear em cheque, questionaram muitas vozes, geralmente as mesmas que também gostariam que o país rompesse relações com a Venezuela e Cuba.

As relações diplomáticas não se fazem com o fígado, e neste setor o Brasil deixou de ser um país periférico para assumir preponderância. As imagens que o mundo se acostumou a ver tendo os Estados Unidos como mediador de conflitos internacionais passaram a incluir também o Brasil. Deixamos de ser o país que tira os sapatos para entrar nos EUA para estarmos como protagonistas nos principais grupos de discussão política e econômica do mundo.

Nesse cenário, o Brasil foi convocado a atuar como mediador do histórico conflito do Oriente Médio. E seu papel é receber todos os atores em busca de uma solução negociada. O Irã é parte estratégica nesta negociação, seja pelo radicalismo de negar o holocausto, seja pelas ameaças que recebe do Ocidente. A política excludente desempenhada pelo governo anterior dos EUA só levou a guerras e a aumento do terrorismo. O Irã tem que ser incluído em qualquer debate sobre o Oriente Médio e foi isso que o governo brasileiro fez.

Lula não deixou de dizer que o Brasil defende a existência de Israel junto a um Estado palestino. Se Ahmadinejad sonha em varrer Israel do mapa terá que mudar de posição para chegar a algum consenso respaldado pela comunidade internacional. O mesmo foi dito ao presidente israelense Shimon Peres e ao presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, que passaram antes por Brasília. Assim como defende a existência de Israel, o Brasil acredita que a solução do conflito passa pela criação de um estado palestino.

Outra questão importante é aplicar à sua política externa coerência. Se Lula recebeu o presidente de Israel, país que domina o ciclo nuclear e possui armas atômicas (ao menos 150 segundo o ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter), por que não aceitar a visita do presidente iraniano, que não as possui. E mesmo que as venha possuir, dificilmente será na escala israelense e ocidental, o que o dissuadiria de qualquer pretensão alucinada.

A questão nuclear é extremamente complexa. Os países que possuem armas atômicas não querem que ninguém mais as desenvolva, mas são incapazes de destruir os seus arsenais. Assim como fizeram vista grossa quando outras nações, como Israel e Índia, por exemplo, entraram no seleto clube. Aos amigos, tudo, aos inimigos, a lei.

Os protestos de judeus ofendidos pela visita de Ahmadinejad são compreensíveis. O pior foi a visão estreita de certos setores esclarecidos, que evocaram até a personificação do mal, assim como fez Bush há alguns anos ao se referir ao Irã, Iraque e Coréia do Norte. Lula, que já foi candidato ao eixo do mal, felizmente não deu ouvidos ao discurso limitado e conservador e levou adiante sua bem sucedida política externa, que incluiu o Brasil entre os líderes mundiais.

Mair Pena Neto, Direto da Redação

"Pai dos Pobres" provocou milagre econômico no Brasil

Leia essa matéria publicada na Alemanha!!!
Cortesia do P.I.G. Vá no link.

Que horror! Tem pobre comprando ar condicionado!!!!

Que horror! Os pobres estão consumindo!

O Globo publicou hoje, em tom de censura, que as medidas do governo diminuindo os impostos têm aumentado o consumo e fazendo desaparecer os produtos das prateleiras.
Esse jornaleco (e a sua irmã televisiva) não perde tempo e oportunidade de falar mal do governo Lula. Em vez de louvar o empremento na economia e a entrada de diversos estratos sociais no mercado, e criticar a indústria que não promoveu um planejamento adequado, eles reclamam como velhas resmunguentas.
E olha só o que está faltando! Ar condicionado, sorvete, ventilador...
Esses produtos faltariam de qualquer maneira, com ou sem incentivo!
Avisa ao O Globo que está sobrando calor.

Olha só um trecho:

RIO - A combinação de crédito farto e temperaturas elevadas fez com que diversos produtos sumissem das prateleiras. No Rio, já falta de ar-condicionado e ventilador a sorvete e refrigerantes, além de alguns modelos de automóveis. A indústria informa que, em alguns setores, está trabalhando na capacidade máxima e antecipando entregas que só seriam feitas em janeiro.

Davi X Golias

Golias = Imprensa Golpista (Veja, Folha de São Paulo, Rede Globo, etc)
Davi = "a minoria ruidosa"

Uma das consequências do Caso Battisti foi a crescente conscientização, por parte dos cidadãos com senso crítico e espírito de Justiça, de que os dois lados de uma questão não são mais encontrados nos veículos da grande imprensa: esta se restringe a trombetear o que serve aos interesses conservadores e reacionários, minimizando ou omitindo todo o resto, que acaba desaguando na Internet.

Então, enquanto os linchadores foram/são amplamente predominantes na mídia, o inverso ocorre na Web.

Mas há, claro, uma diferença: o rolo compressor da direita midiática mente, distorce e simplifica, bem à maneira recomendada por Goebbels, procurando fazer a cabeça de desinformados e desinteressados, capazes de se satisfazer com versões de um maniqueísmo grotesco:
  • Battisti é terrorista, pouco importando que tenha deposto as armas, nunca utilizadas, há mais de 30 anos;
  • assassinou quatro pessoas, pouco importando que uma dessas farsescas acusações já tenha sido implodida, obrigando os próprios acusadores a retificarem-na;
  • atentou contra uma democracia plena, pouco importando a imensidão de provas existentes no sentido de que a Itália torturava e aplicava leis caracteristicamente de exceção durante os anos de chumbo; e por aí vai.

Então, os que travamos a batalha pela conquista dos corações e mentes dos brasileiros não tivemos dificuldades para convencer, COM PROVAS IRREFUTÁVEIS E ANÁLISES CONSISTENTES, a maioria dos formadores virtuais de opinião, trazendo-os para nosso lado.

A quantidade continuou à mercê da desinformação programada da grande imprensa, mas a qualidade cerrou fileiras conosco e está sendo decisiva para nosso triunfo.

A Folha de S. Paulo nos qualifica como minoria ruidosa. Que palpite infeliz!

Trouxe à lembrança a conceituação de Richad Nixon, aquele presidente que dizia ter ao seu lado, apoiando a Guerra do Vietnã, a maioria silenciosa dos estadunidenses.

Só que foi a minoria esclarecida quem prevaleceu, arrancando a maior potência mundial do Sudeste Asiático, onde tentava impor, sanguinaria e arrogantemente, sua vontade a outras nações.

E é o que está novamente acontecendo, para desespero dos linchadores: o Caso Battisti marcha para uma vitória épica dos defensores dos direitos humanos e das tradições solidárias e compassivas do povo brasileiro, no maior dos enfrentamentos recentes com uma direita que nada mais tem de positivo para oferecer à sociedade, daí só levantar hoje bandeiras negativas, cruéis e rancorosas.

Não se enganem: por maior que seja seu poder de fogo, as Globos, Vejas e Folhas não conseguirão manter o povo eternamente bovinizado com suas pregações trogloditas.

Querem que os brasileiros nos resignemos à desigualdade e à exploração, ignoremos nossa força e nos consolemos com repulsivas catarses.

Mas, não é a sede de sangue que fala mais alto em nós, e sim a esperança. Então, os arautos do desalento e vingança, em médio ou longo prazo, perderão para os da felicidade e esperança.

Assim como os linchadores estão sendo flagorosamente derrotados no Caso Battisti, apesar da imensa disparidade de forças.

Golias está morto, viva Davi!

sábado, 21 de novembro de 2009

Extra! Extra!

Morre Pitta, o preto sem consciência!

Morreu hoje, aos 63 anos, o ex-prefeito de São Paulo e sempre ladrão Celso Pitta.

Vamos ver se o Diabo o recebe no inferno... duvido muito.

Pérolas do Enem

Na Jantinha??!?!?! Essa foi cruel....


Eu detesto rir de aluno. E acho que. às vezes, até quando erram são criativos.
Veja a pérola que um amigo mandou...



Queridos amigos,estudiosos da língua portuguesa  e fotógrafos de plantão......
Essa eu tinha que contar a vocês.


 

À pergunta “Qual a função do apóstrofo?”
 
- “
Pra quem não se lembra, apóstrofo é aquele "risquinho" que serve pra suprimir vogais entre duas palavras. Ex: caixa d'água”

E a resposta (imperdível) e vencedora, com direito a troféu e outros que tais:
 

 

Lula, o filme - o personagem - o cara!


Resenha publicada no "observatório da imprensa":

Obra contida
O filme de Fábio Barreto, estrelado por Rui Ricardo Diaz, Gloria e Cleo Pires, reproduz na tela grande o mito do herói. Da extrema penúria do sertão pernambucano à periferia do cais do porto de Santos, em viagem de 13 dias e 13 noites em um pau-de-arara, e dessa viagem o nascimento de emblemática liderança operária. A matriarca, dona Lindu, vivida por Glória Pires, pontua a trajetória. Mulher sofrida, abandonada pelo marido, cheia de filhos pequenos, estrangeira na cidade grande. Como viúva de marido vivo, Lindu protege Lula e seus irmãos do mundo e do pai sempre bêbado, o agressivo Aristides. Ela é a âncora, o chão emocional e a única personagem que infunde valores ao filho. É recorrente seu conselho ao filho prenhe de futuro glorioso: "Se você tem que fazer, vá e faça; e se não pode fazer, espere e depois faça"; e também o não menos incisivo chamado à perseverança usando o curioso verbo: "Teime, meu filho. Teime".
Dona Lindu é quem tece os fios do destino. A bem da verdade, o nome do filme deveria ser Lindu, a filha do Brasil.
Fiel ao livro de Denise Paraná, o filme assume cores do épico. Não temos aqui Moisés abrindo o Mar Vermelho nem Jivago, em meio à revolução bolchevique de 1917, vivendo tórrido romance com Lara. Mas temos um Zé Ninguém brotando como xique-xique no sertão nordestino e guiado pelo bordão popular do "deixe a vida me levar, vida leva eu".
Toda pobreza quando bem evocada no cinema já traz um que de trágico – e daí é um pulo para o épico. No caso desse filme não vemos pobreza, encontramos penúria. Os personagens parecem destituídos de tudo. Cada pequeno dia vivido é uma vitória. Se dona Lindu é a heroína, o pai Aristides é o vilão. Vilão agressivo quando presente. E não faltam situações a nos levar ao mundo das emoções mais sentidas: o frangote que se interpõe entre a mãe e o pai quando este ameaça surrá-la; o ainda imberbe adolescente Luiz Inácio recebendo o diploma de torneiro mecânico do Senac; o casamento e o sonho da casa própria; a morte do primeiro filho e da mulher durante o parto; o acidente na metalúrgica que lhe custou o dedo mindinho; a assembléia com milhares de operários lotando o estádio de Vila Euclides e na falta de microfone a forma encontrada para se passar à multidão seu discurso; a liberdade da prisão, por algumas horas, para ir ao cemitério se despedir da mãe.
Rui Ricardo Diaz, o ator que vive Lula dos 18 anos 35 anos, merece todos os aplausos. Sua performance é cativante e, o melhor, é crível. O diretor, se quisesse, poderia se desencaminhar para o estilo lacrimogêneo – afinal, a história de Lula é em si mesma um roteiro, onde não faltam emoção e lágrimas, muitas lágrimas. Mas Fábio Barreto optou por uma obra contida. E acertou em cheio. É que não existe um personagem a ser construído nas telas, e sim uma história a ser contada na tela.
Canção antiga
Outros presidentes populares do Brasil, como Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek, também tiveram sua história levada às telas. Nos dois casos o aspecto político era predominante. E um detalhe: os filmes foram produzidos após a morte dos personagens-títulos. Ou seja, os arquivos estavam fechados. No caso de Lula, os arquivos estão abertos, muito abertos. Lula, o filho do Brasil está mais para Dois filhos de Francisco, a obra de Breno Silveira que relata a saga dos irmãos Zezé Di Camargo e Luciano, lançado em 2005.
Vale destacar que esta não é a primeira empreitada do cinema de levar Lula para as telas. Não. No entreato temos os peões. As greves e Lula movem o filme Peões, dirigido por Eduardo Coutinho e lançado em 2004. Os depoimentos sobre os movimentos grevistas e sobre as vidas dos operários que participaram deles foram tomados às vésperas da eleição presidencial de 2002; na sua maioria, eles declaram sua paixão por Lula.
Entreatos é Lula. O filme de João Moreira Salles, realizado em um período de 40 dias, principalmente entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais de 2002, acompanha o futuro presidente em suas viagens e reuniões de campanha. Se em Peões já se vê, através de imagens de arquivo, um Lula humano, perspicaz, intuitivo, em Entreatos isto é escancarado. Se em Peões temos um Lula sindicalista, combativo, em Entreatos, também lançado em 2004, o que surge é o político articulado e amadurecido.
Agora chega a cinebiografia de Fábio Barreto lançando luz sobre a vida de Lula e passando pela narrativa linear do nascimento, infância, adolescência, maturidade. Neste sentido podemos considerar os três filmes como momentos de uma mesma personagem, fictícia por englobar vidas diferentes, mas real ao tratar do tema. Em um primeiro ato tem-se o primitivo e alienado, que em um segundo momento se revolta, combate e que por fim articula e é capaz de influir no seu próprio destino.
Se todos estavam alegres, felizes na longa espera para o início da projeção, aos 20 minutos do filme já percebíamos ondas de emoção tomando o imenso salão. E não havia pieguice. O que emocionava não era apenas o alto poder de convencimento de Rui Ricardo como Lula nem de Glória Pires, como Lindu. O que emocionava era ver nas telas o Brasil profundo, aquele país que sofre, no mais das vezes, calado; aquele país que tem bem pouca semelhança com a penitenciária paulista do Carandiru e com o bairro carioca Cidade de Deus. Assistíamos naquele ambiente – que apenas a magia do cinema pode evocar – a vitória dos que já nasciam marcados para o fracasso e a celebração do improvável sobre o provável. E nada disso foi notícia nos jornais.
O filme que a grande imprensa repercutiu nas edições de quarta-feira (18/11) em nada lembrava o filme que assisti no lotado Teatro Nacional de Brasília. Aqueles anos 1960 e 70 foram tão bem evocados que, de repente, me vi cantarolando o antigo sucesso do Moacir Franco:
"Sua ilusão entra em campo no estádio vazio,
Uma torcida de sonhos aplaude talvez
O velho atleta recorda as jogadas felizes,
Mata a saudade no peito driblando a emoção."