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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Editorial II

Por Rusinelson Ribas

Como temos dito, somos três pessoas que escrevem neste blog. Temos opniões divergentes entre nós, como todo grupo de amigos tem. Mas em quase tudo concordamos. A grosso modo, a maioria de nós (2/3) concorda que a grande mídia jornalística é facista e golpista; não sentimos saudade da ditadura e apoiamos as iniciativas de indenizar as famílias dos desaparecidos e torturados pela ditadura militar; apoiamos aqueles que lutaram (mesmo em arma em punho) contra os regimes facistas e sanguinários que imperaram nas décadas de 60, 70, 80... seja aqui, na Argentina ou na civilizada Europa; não concordamos com aqueles que acham os pobres culpados pela violência e criminalidade e para os quais a favela é lugar de bandido que merece morrer; não aceitamos a desculpa esfarrapada das autoridades de segurança que não conseguem acabar com a criminalidade porque a população usuária de droga contribui com o tráfico (bastava discrinalizar as drogas, legalizá-las e tratar a questão da droga como caso de saúde pública e não de justiça); podemos ser contra as cotas raciais (eu, Rusinelson, sou) mas não somos racistas e apoiamos as lutas e conquistas de todas as minorias (ou maiorias...) sejam negros, gays, ecologistas, usuários de drogas, deficientes, etc..; não concordamos que a política seja um campo de corrupção, temos esperança na democracia e na atuação política. O que nosso blog não se propõe e reproduzir as opniões tacanhas dos donos do poder (as vozes dos grandes noticiários) e seus papagaios! Não acreditamos na balela de que deva haver liberdade de expressão quando esta somente reproduz a expressão de quem tem poder (e dinheiro) para expressá-la! Isto é uma democracia, mas tentemos reproduzir aquilo que não é expressado pelos poderosos! Levantemos nossas vozes!
Escrevo este texto em resposta a um dos colaboradores (e idealizadores) deste blog. Ele escreveu um texto no qual expressa sua opnião (o que é válido) sobre Cesari Battisti. Respondi dizendo que não devemos reproduzir aquilo que grande mídia diz, pois Battisti lutou contra um governo facista e autoritário e sua luta era válida. Ele me respondeu, indignado, perguntando: "mas isso não é uma democracia?". Sim, é. Portanto, exorto os meus companheiros a partir de agora assinarem seus textos. Assim a voz terá dono.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Senhor, livrai-nos do Serra, amem!

"A coalizão demotucana já não tinha mais argumentos a contrapor na área econômica. Com Yeda no RS e as cenas protagonizadas por Arruda, em Brasília --ademais das minuciosas anotações de 'pagamentos' da Camargo Correa a expoentes da intimidade serrista em SP, derrete também o discurso do "modo demotucano de governar". Desprovida de projeto e fulminada na aliança política, o que resta à candidatura Serra? A destruição pessoal do adversário. Deflagrar um up-grade na veiculação do ódio elitista que já transborda em insultos fascistóides contra a figura do Presidente da República. Radicalizar o preconceito numa classe média semi-culta e semi-informada que lê Veja. Operar com a mentira pura e simples. A Folha já havia testado o método na falsificação da ficha do DOPS da ministra Dilma Rousseff. A nova investida editorial, dissimulada em ‘artigo’ de César Benjamin, covarde e desprovida dos cuidados jornalísticos na apuração prévia dos fatos, oficializa o padrão do ciclo que se inicia. O fecalismo político substitui a tinta de impressão nas páginas do jornal editado pela família Frias"

(Folha, uma credibilidade em ruína; Carta Maior, 30-11)